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 O passado sempre presente.

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Pah Jon
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Nome: Pah Jon
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MensagemAssunto: O passado sempre presente.   Ter Ago 25, 2009 11:02 am

Após carregar Grun Ruka-Sun para casa,e depois de um exaustivo dia de treino, Pah Jon, todo ferido devido seu treino no portão de Rukongai deixa seu amigo em casa e novamente vai a enfermaria, para cuidar de seus ferimentos.
Ao chegar lá, dessa vez ainda a enfermaria estava aberta, e se encontra com a enfermeira, que abaixa seu óculos, olha Jon de cima a baixo, e balança a cabeça, põem um pequeno sorriso no rosto e diz:
-É garoto, estou vendo que terei muito trabalho com você...Vamos, Vamos, sente-se aqui e deixe eu dar um jeito em seus ferimentos.
-Obrigado- Responde Jon enquanto se senta na maca que a enfermeira lhe indicou.
A enfermeira começa a suturar os ferimentos de Jon e então aparece na enfermaria seu professor, Kagemori Enzo, que senta na maca em frente a Jon e diz:
-Poxa, eu fiquei sabendo do seu treino no rukongai e fiquei surpreso em saber como Você se saiu...Parabéns, você é o primeiro que faz faltar a aula parecer algo que valha a pena...
Jon dá um sorriso meio sem graça, enquanto a enfermeira continua a cuidar de seu ferimento na testa.
-Puxa- Diz Kagemori- Você se machucou um bocado hoje, Hein?
- Ha, isso_ responde Jon - Isso não é nada, eu já estou acostumado com ferimentos...
-Se machucava muito quando morava no rukongai? -pergunta a enfermeira, se juntando a conversa, para descontrair um pouco.
-Sim, e algumas feridas não se curaram até hoje e acredito que nunca serão curadas, não importa quanto tempo passe...- responde Jon, cabisbaixo e com um ar melancólico.
-Que tipo de feridas? -pergunta Kagemori
-Feridas do tipo que dilaceram sua alma toda hora, cada vez que você se lembra. que lhe dão pesadelos a noite, cada vez que você fecha os olhos, lhe trazem as lembranças de algo terrível que me aconteceu. Lembranças do dia em que consegui uma cicatriz que nunca irá se sarar em minha alma, e esta cicatriz aqui- diz Jon, enquanto abre seu Kimono, revelando um cicatriz no canto esquerdo de sua barriga.
-Puxa, pelo que vejo, foi um ferimento em tanto._ diz Kagemori, analisando o ferimento de Jon.- E, pela minha experiência, posso afirmar que foi causado por uma zampakutou, ou estou errado?
-Não, você está absolutamente certo - responde Jon, com um certo rancor em sua voz- Este ferimento foi causado pelo shinigami que destruiu minha vida, e é o principal motivo de eu me inscrever na academia e estar aqui...
-Se não se importar, conte a história dessa cicatriz para nós. - Diz a enfermeira, sentando-se ao lado de Kagemori.
-Está bem, mas vou logo avisando que está é uma longa e triste historia...
-Não tem problema ,nós adoramos histórias... -Diz a enfermeira.
-Pois bem -começa Jon - Eu cresci no 38° rukongai, nunca soube quem são meus pais e, antes de meus 7 anos, não tenho lembrança nenhuma, além de meu nome, que carrego com muito orgulho, pois sei que meu pai foi um grande shinigami, já que tudo que eu tinha de recordação era minha certidão de nascimento, que foi redigida dentro dos portões do sereitei.
Como fui parar no rukongai, não lembro, tudo que sei é que fui criado pela família Miiafuji, uma família que me encontrou a beira da morte e me acolheu, me tratando como filho.
Os Miiafuji eram pobres, mas com um grande coração, o pai, Miiafuji Otochi, era um pescador, que viajava cerca de uma semana em busca de pesca para consumo e venda em seu pequeno barco feito a mão.
A mãe, Miiafuji Risa, era uma senhora bondosa e gentil, sempre cuidando de mim como um filho, e me amava tanto quanto suas duas filhas, Miiafuji Mina, que tinha 6 anos na época e a caçula, de quatro anos, Miiafuji Noriko.
Formávamos uma família grande e feliz, que sempre dava um jeito nas dificuldades, sempre botando a família em primeiro lugar.
Quando fiz 12 anos, comecei a amadurecer e me apaixonei por Mina, que estava se transformando em uma garota linda e fantástica, sempre com um sorriso no rosto e fazendo de tudo para ajudar e alegrar os outros.
Quando fiz treze anos, minha paixão foi correspondida, e, com a permissão de nossos pais, começamos a namorar, o que me deixou muito feliz.
Foi na mesma época que comecei a viajar com meu pai adotivo para ajuda-lo na pesca, pois, apesar de ser um homem experiente no mar, sua saúde já não lhe ajudava mais.
Ficávamos fora por cerca de uma semana e quase sempre conseguíamos uma boa pesca, que ajudava a alimentar nossa família e conseguir alguns yenes para comprar o básico, como roupas e produtos de higiene.
Nas semanas em que não íamos pescar, eu e Mina íamos ao centro do rukongai, vender a pesca que fizemos na outra semana.
Nossa vida foi muito boa, sempre nos viramos para sobreviver e sempre fomos felizes e muito unidos -neste instante, Jon sorri levemente, enquanto uma lagrima rola sobre seu rosto, demonstrando a saudade que ele sente daquele tempo.
-Tudo em nossa vida estava indo bem, até quando mina, aos seus 15 anos, foi descoberta por um professor da academia shinigami, que passava em nosso rukongai e sentiu que Mina possuía um poder espiritual, e lhe ofereceu a chance de se tornar uma shinigami, podendo oferecer uma vida melhor para sua família.
Ela não conseguia se conter de tanta felicidade, enquanto contava para seus pais a grande noticia. Nossos pais ficaram muito felizes com a notícia, e autorizaram mina a freqüentar a academia.
O único que não ficou muito satisfeito com isso, fui eu, pois eu e Mina já passávamos tão pouco tempo juntos, devido eu sempre sair para pescar e ficar longe, e, agora, nosso tempo juntos iria ficar menor ainda... Mas, ainda assim, eu fiquei feliz por ela, deixando meus sentimentos de lado, que no momento, me pareciam muito egoístas, e comemorei com ela aquela noite.
Levei ela para uma montanha que havia em nosso rukongai, um lugar em que os moradores locais afirmavam que, o casal que declarar seu amor no topo daquela montanha, ficaria junto para sempre, não importa o que acontecesse.
Naquela noite, a lua cheia iluminou o topo da montanha como nunca havia sido visto antes, o que fazia os belos olhos de Mina brilharem e me fazer perceber que ela estava se tornando a jovem mais linda que eu já conheci, fazendo com que eu me apaixonasse mais ainda por ela.
passamos a noite ali mesmo, e, no outro dia, Mina foi para academia, prometendo me visitar sempre que possível. Enquanto ela acenava para mim, com um sorriso no rosto, eu retribuía o gesto também com um sorriso no rosto, apesar de por dentro estar triste por ficar longe dela.
O tempo foi passando e ficamos longe um do outro, nos vendo pouquíssimo, devido seu horário de aulas, sempre cheio, mas o pouco tempo em que ficávamos juntos, nos amávamos como se não existisse o amanhã.
Neste meio tempo, foi que conheci Ruka-Sun que começou a namorar Noriko, que também se tornara uma bela jovem.
Logo, eu e Ruka-Sun nos tornamos amigos inseparáveis, aumentando nossa família e treinávamos em nossas horas livres, para um dia sermos fortes o suficiente para protegermos nossa família. Ruka-Sun também foi morar conosco após um tempo, e começou a nos ajudar com a pesca, o que reduziu o tempo de permanência no mar, fazendo com que o tempo que eu e Mina passávamos juntos aumentasse.
Com o passar dos anos, Mina, em seu tempo livre, começou a me ensinar alguns truques de shinigami, que me são muito úteis hoje em dia, como controle de reiatsu e alguns haddous e bakudous.
Nosso amor não parava de crescer, enquanto sua formatura se aproximava.
Mas, como a vida não era um mar de rosas, existia um shinigami que estava duas turmas adiantadas em relação a Mina, um jovem musculoso, de cabelos longos, com um olhar frio, assim como seu espírito e coração,seu nome era Tsugumi Raito, que começou a sentir-se atraído por Mina. Não o culpo por isso, pois alem de muito bela, Mina era simpática com todo mundo, o que cativava todos ao seu redor.
Mas, aquele maldito não sabia diferenciar simpatia de atração e começou a seguir Mina, quando saia do sereitei, e descobriu que ela tinha um namorado fora do sereitei, algo que lhe incomodava, pois ele era muito insistente e tudo que queria, dava um jeito de conseguir.
Quando Raito se formou, entrou para o 11° esquadrão, conseguindo uma patente razoavelmente alta.
Foi então que suas investidas sobre Mina começaram, o que perturbava ela muito, e me deixava muito nervoso, pois eu sabia o que estava acontecendo e não podia intervir, pois não podia entrar na academia.
Mina, sempre com uma cara doce, me acalmava, pois dizia para não me preocupar, pois sabia que ele nada faria contra ela, e que seu coração me pertencia.
Apesar de me acalmar com essas palavras, eu nunca deixei de me preocupar, pois já tinha ouvido histórias sobre ele, que sempre diziam que era um sujeito cruel e sem piedade.
Apesar disso, Mina continuou estudando, e tinha o sonho de se tornar uma shinigami do 4° esquadrão, para poder ajudar os outros sem precisar lutar, pois nunca gostou disso.
Quando faltavam apenas seis meses para sua formatura, decidi pedi-la em casamento, pois a amava mais que tudo e sabia que ela me amava também, e juntos seriamos muito felizes.
Mina, agora já era uma mulher, com 18 anos, linda e formosa, e eu, um jovem decidido a se casar, tanto que até já havia comprado as alianças e juntado algumas economias para a festa de casamento.
Naquele final de semana, quando Mina veio me ver, eu pedi sua mão e ela aceitou, o que me deixou muito feliz.
Quando ela voltou a academia, mostrou a aliança para suas amigas, contando a novidade, sempre com um grande sorriso no rosto.
Suas amigas ficaram todas felizes, enquanto Raito, que provavelmente ouvia a conversa escondido, se enfureceu, e jurou para si mesmo que faria qualquer coisa para impedir aquele casamento.
Marcamos a cerimônia para uma semana após a formatura de Mina, e acreditem, esta foi a época do ano que mais demorou para chegar, tamanha minha ansiedade.
Quando finalmente Mina se formou, ela conseguiu a tão sonhada vaga no 4° esquadrão, deixando nossos pais orgulhosos. Depois da festa de formatura, começamos os preparativos do casamento, enquanto Noriko ajudava Mina a escolher seu vestido, Ruka-Sun me ajudava com o terno e os demais itens da festa.
Finalmente, o dia do casamento chegou, e eu já não conseguia mais me conter, tamanha euforia.
Quando eu cheguei ao local do casamento, uma pequena igreja em nosso rukongai, que foi escolhida por Mina, poi foi lá que seus pais se casaram, já estavam todos os convidados lá, sentados, só aguardando a chegada da noiva.
Eu não agüentava mais de tanta ansiedade, e ela, como de costume das noivas, se atrasou.
"É normal as noivas se atrasarem" , eu pensava, mas, Mina demorava muito para chegar, algo que começou a me preocupar.
Depois de uma hora, cansei de esperar, e, tomado pelo medo de ter acontecido algo a ela, decidi sair para procura-la.
Fui até nossa casa, onde ela estava se arrumando, e, quando cheguei, vi Noriko caída ao chão inconsciente e toda nossa casa bagunçada.
Acordei Noriko e ela me disse que um shinigami havia seqüestrado Mina, me pedindo desculpas por não conseguir reagir para ajudar sua irmã, enquanto, em minha cabeça, só havia um nome: Tsugumi Raito. Ruka-Sun chegou logo depois de mim, e ficou cuidando de Noriko para eu correr atrás de Raito, para resgatar Mina.Pouco antes de eu sair,Noriko pediu para eu me apressar, pois não iria apenas salvar a vida de sua irmã, mas também a vida de seu sobrinho, meu filho, pois Mina estava grávida e pretendia me contar logo após a cerimônia. Noriko pediu desculpas por contar o segredo, mas achou importante eu saber, pois achava que eu me empenharia mais ainda para acha-la. Ela estava certa.
Procurei por todas as partes do rukongai, até que achei uma senhora caída ao chão, lhe ajudei a levantar e ela me disse que foi derrubada por um shinigami que levava em seus braços uma bela jovem vestida de noiva.Ela também me indicou a direção em que eles foram, e eu parti imediatamente para ver se conseguia alcança-los, até que, próximo a entrada da floresta, eu os alcancei, e vi a cena que jamais vou me esquecer: Raito, com um sorriso cínico no rosto, com sua zampakutou atravessada no peito de Mina, que lentamente perdia a vida.
Eu não me contive, parti para cima de Raito e lhe acertei um soco bem em seu queixo, o fazendo voar.
Não deixei Mina cair, a peguei em meus braços e me ajoelhei e comecei a chorar, enquanto Mina, que, apesar de estar sentindo uma dor terrível, devido aos vários ferimento que Raito lhe causou, sorriu para mim, e, com a voz fraca me disse:
-Você veio, eu sabia que viria.
Tentei dizer para ela que estava tudo bem ,apesar de saber que não, então, com muito esforço, ela ergueu seu braço e com sua mão cheia com seu próprio sangue, que não parava de sair de seu profundo ferimento no peito, botou a mão em meu rosto, sorriu novamente para mim, começou a chorar e me disse, com a cara muito triste:
-Me desculpe, mas eu não vou mais poder casar com você, não formaremos mais uma família, e também não poderei trazer mais seu filho ao mundo...Me perdoa, por favor, me perdoa.
Eu comecei a chorar e a abracei firme, pedindo para ela se acalmar, até que senti que seu corpo se soltou, olhei para ela e vi seus lindos olhos perdendo o brilho e sua vida se esvaindo, e eu ali sem poder fazer absolutamente nada para salvar minha família.
Comecei a gritar com todas as minhas forças, deitei o corpo já sem vida de Mina no chão, me virei enfurecido para Raito, que se levantou e assistiu a morte de Mina com um sorriso no rosto, e lhe perguntei:
-Porque, Porque você fez isso?
E ele com muita frieza, me respondeu:
-Eu disse para ela um dia, que se ela não fosse minha, não seria de ninguém...
Então, tomado pela fúria, parti para cima de Raito de mãos vazias, ele então sacou sua zampakutou e com um golpe, atravessou meu corpo, me deixando essa cicatriz que lhes mostrei a pouco.
Mesmo ferido mortalmente,ainda tive forças para segurar Raito e quebrar seu braço, fazendo com que ele soltasse sua zampakutou e, em seguida, com um chute o joguei ao chão, tirei sua zampakutou de mim e, com ele caído ao chão, me aproximei, segurei sua cabeça com as duas mãos e desloquei seu pescoço, tirando sua vida.
Logo após isso, cai ao chão e só me lembro de ver Mina caída sem vida ao meu lado, e desmaiei, por ter perdido muito sangue pelo meu ferimento.
Acordei dias depois, em casa com o ferimento já costurado e fora de risco de vida.
Conversei durante horas com meus pais adotivos, que me informaram que fiquei desacordado por semanas.
Nem pude ir ao enterro de minha amada.
Depois disso, eu, ao lado de meu grande amigo Grun Ruka-Sun, decidimos entrar para academia para dar um fim na impunidade deste mundo, e honrar o nome de Mina, que morreu junto com meu coração.
Bem, esta é a história de minha vida - Diz Jon, secando suas lagrimas.
Kagemori e a enfermeira não sabiam o que dizer, e Jon se despediu e se retirou para seu quarto, para descansar.
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